Pequenos artigos

Esse blog é foi criado como avaliação na disciplina de História da Arte.
Uma “coletânea” de textos, baseados em livros e pesquisas sobre assuntos pré-determinados pelo professor.

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Reutilização

A criação artística é totalmente original ou está sempre resgatando uma idéia do passado, trazendo-a de forma inovadora ou fora de contexto? Mais provavelmente a segunda opção. A cultura em geral está a todo o tempo buscando referências passadas para trazer ao presente, as vezes tentando usá-las da mesma maneira, as vezes mostrando um novo olhar sobre o “antes”. Independente da forma com que esse resgate é feito, o impacto nos dias atuais permanece. Nada é trazido de volta da mesma forma. Se o que muda não é a referência em si, é a situação atual que faz com que seja enxergado de uma nova forma.

Muito abstrato? Pode ser que sim. Esmiuçando, podemos citar a moda, por exemplo. Parte da cultura, está o tempo todo em mudança, MAS, a todo o momento são CRIADAS coisas NOVAS? Sem nenhuma inspiração? Sai da cabeça do estilista tudo pronto, tudo inventado? Não. Todas as tendências acabam se baseando em algo que num passado longe foi muito sucesso, provavelmente, há alguns anos é considerado “cafona”, mas é trazido de uma nova forma, para que vire a tal tendência. Roupas meio hippies do passado são o famoso “boho”. Tudo acaba sendo inspirado em algo já criado.

 

Hippie

Boho (bohemian)

Além da moda, na qual é evidente essa volta ao passado, temos também na música e nas artes os chamados samplers. Sampler é um aparelho criado para armazenar sons e digitaliza-los, podendo esses ser usados de diversas formas. O sampler vai tirar um pedaço de uma música (ou um som abstrato) e vai encaixá-lo em outras músicas, misturando sons, enfim, é bem versátil, e praticamente qualquer coisa pode ser feita com o som armazenado.

A cultura do sampleamento é muito visível no rap e na música eletrônica. Além de samplear sons, é muito comum vermos o “remix” e os “mashups”. Estes são duas músicas ou mais interagindo para que seja criado um novo som, com uma batida envolvente. O remix pode ser feito de várias formas, com partes distintas de músicas em outros tipos de batidas, e o mashup é a união de vários tipos de sons, formando um diferente. Na música é muito comum que esse tipo de criação aconteça. A utilização de samplers de outros músicos não é totalmente permitida, normalmente, o cara-que-faz-o-sampler deve pedir os direitos autorais ao artista original, e provavelmente pagar por isso.

Na música “Disparada Rap” de Rappin Hood com participação de Jair Rodrigues, o cantor se apropria da música original “Disparada” de Geraldo Vandré, que originalmente falava da vida do sertanejo, da exploração das classes sociais pobres pelas ricas e a exploração das boiadas pelos boiadeiros. Na reutilização da música, Rappin Hood a reescreve expressando a vida do retirante, do morador pobre de São Paulo, das lutas e explorações sofridas, e utiliza o refrão “eu venho lá do sertão” da música original.

Além da música, de forma engraçada, pessoas acabam criando recuts (recortes) de filmes de um gênero, e inserem outro contexto a partir de músicas, falas dos personagens, imagens, expressões e outra trilha sonora, e os transformam em outros gêneros. Já transformaram filmes de comédia em filmes assustadores e o contrário também. Uma forma até divertida de se apropriar de algo já criado, e criar algo diferente a partir daquilo.


* esse é o mais engraçado, pra quem já assistiu o filme.

Esses três elementos (sampler, remix e mashup) acabam aparecendo também nas artes visuais. Ao se apropriar de algo já criado no passado, o artista acaba realizando um deles. Em contrapartida à música, que é quase permitido o se apropriar de algo já criado, nas artes é comum ouvirmos mais reclamações quanto aos direitos autorais. Mesmo assim, releituras de obras incríveis já foram feitas, e algumas acabam caindo na definição de um desses três elementos.

Se é permitido ou não, o que conta é que, na verdade, nada é absolutamente criado da mente humana sem interferência de algo exterior antes já criado. Alguém que já abriu os olhos uma vez e viu o mundo jamais poderá criar algo sem inspiração nenhuma no mundo exterior.

* Para ver mais recuts de filmes, entre no site The Trailer Mash. Também é fácil encontrar outros digitando no You Tube: movie recut.

 

Fonte: BASTOS, Marcus. “A Cultura da Reciclagem”. In: BRASIL, André et.al.(org.) Cultura em Fluxo: Novas Mediações e, Rede. Belo Horizonte: PucMinas, 2004.
Wiki Pedia,  Pphp, 365 canções,  Paixão e Romance, Garotas Estúpidas.

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Blade Runner: O Caçador de Andróides

Blade Runner: O Caçador de Andróides é um filme de ficção científica feito em 1982. Dirigido pelo famoso Ridley Scott, também diretor de Hannibal, Gladiador, Thelma and Louise e Alien, O Oitavo Passageiro. Blade Runner é baseado no livro “Do Androids Dream of Eletric Sheep” de Phillip K. Dick.

O filme se passa em Los Angeles no ano de 2019. Neste futuro, os humanos iniciam a colonização espacial, e para isso, criam seres geneticamente alterados, os chamados replicantes, que servem para realizarem tarefas pesadas e perigosas nas novas colônias. Os replicantes são fabricados pela Tyrell Corporation, e os modelos Nexus-6 são os mais idênticos fisicamente aos humanos, porém, são mais fortes e ágeis.  Eles possuem o tempo de vida de quatro anos, e por instabilidade emocional, participam de um motim contra os humanos, em busca de mais tempo de vida e sair da “escravidão” nas colônias.

A presença dos replicantes na Terra é então proibida, e é criada uma força policial especial: os blade runners, que devem caçá-los e mata-los.  O personagem principal é Deckard (Harrison Ford), um ex-blade runner, que é chamado a voltar a ativa para caçar um grupo de replicantes que se rebelou e voltou para a Terra em busca de seu  criador, para aumentar seu tempo de vida.

Deckard e Rachel

Deckard vai à casa de Tyrell, o criador dos replicantes, e se apaixona por sua assistente Rachel. O fato é que Rachel também é uma replicante que acredita não ser, pois possui a memória de uma sobrinha de Tyrell. Deckard se envolve com Rachel mesmo sabendo que ela é uma replicante.

Os replicantes rebelados são caçados e mortos ao longo do filme, sobrando apenas Roy Batty (Rutger Hauer), o “líder”, que “vira o jogo” e passa ele mesmo a perseguir Deckard. Momentos de perseguição procedem nas cenas finais do filme, até que Deckard se encontra pendurado em um prédio.

Durante o filme, é possível ver que a questão principal que ele aborda é o fato dos humanos adquirirem características desumanas, enquanto os replicantes tornam-se mais e mais “humanos”.

Diretor, Ridley Scott.

O filme foi revolucionário na época, foi indicado ao Oscar em 1983, e ganhou outros prêmios, incluindo o Globo de Ouro na categoria de melhor trilha sonora de cinema. Curiosidades sobre o filme incluem o fato de que foi preciso editar o filme original e adicionar uma narração com a voz de Harrison Ford, para “explicar” ao público o enredo, considerado muito complicado. Anos depois, Ridley Scott relança o filme com a sua versão, “Blade Runner – Director’s Cut”, com cenas novas, anteriormente cortadas e sem a narração da primeira versão.

Los Angeles em 2019

Replicante Zhora, rebelde, assassinada

Roy Batty na cena final

Trailer Oficial:

Fonte: WikipediaIMDb.

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Veríssimo, verossímil

Luís Fernando Veríssimo, por Cadu Silvério

Luís Fernando e seu saxofone, por Felipe Neves

Luis Fernando Veríssimo, filho do escritor renomado Érico Veríssimo, nasceu em 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre – RS.
Morou nos Estados Unidos, estudou na Roosevelt High School em Washington, também lá estudando música.
Iniciou sua carreira como jornalista no jornal Zero Hora, trabalhou como tradutor, mudou-se para o jornal Folha da Manhã, e escreveu uma coluna de sucesso.
Trabalhou na Globo com o programa Planeta dos Homens, e é autor de diversos livros como por exemplo “O Analista de Bagé”, “O Santinho”, “O Gigolô das Palvras”, entre outros.

Minha crônica favorita do autor é “Atitude Suspeita”. Esse texto tem como humor o fato dos policiais e o delegado prenderem uma pessoa em suposta atitude suspeita, que não consegue ser explicada, pois tudo é considerado suspeito. O acusado se declara inocente, e isso é suspeito, já que os culpados frequentemente se declaram inocentes. Ele tenta durante toda a história explicar que não estava fazendo absolutamente nada além de esperar pelo seu ônibus para casa, coisa que faz todos os dias. O fato do acusado conseguir reverter “psicologicamente” a situação, fazendo o delegado acreditar que quem estava em atitude suspeita eram os policiais, é o máximo humor do texto.

Luis Fernando Veríssimo é um fantástico escritor engraçadíssimo, baseia suas crônicas em acontecimentos diários da vida ordinária, transformando-os em coisas extremamente irônicas e divertidas. Muitos desses acontecimentos são similares a coisas que já passamos em nossa vida, o que faz com que seus textos se tornem melhores ainda.

A crônica “Atitude Suspeita” pode ser lida AQUI. Meu livro favorito (Crônicas para se Ler na Escola) pode ser lido em pdf AQUI, recomendo muito.

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Yoko Ono

(Yoko em 1900 e lá vai bolinhas)

Para muitos, a causa da separação da melhor banda de rock do mundo, Os Beatles, para outros, grande artista plástica, conceitual e até cantora experimental. É polêmica, psicodélica e ativista em prol da paz e dos direitos humanos.

Suas obras mais expressivas são “Wish Tree” , onde as pessoas que entrassem na exposição da árvore, pendurariam nela seus desejos. Podiam ser desejos inalcançáveis ou genéricos; “Bed-In for Peace”, protesto pacífico criado por Yoko e John Lennon; “Half a Room”, um quarto melancólico e branco, com todos os móveis pela metade, inspirado por um dia quando Anthony Cox, seu ex-marido, não havia chegado em casa ainda, dando a impressão de “estar pela metade”; e “Ceiling Painting (Yes Painting)”, uma instalação com uma escada que leva o observador até um vidro no teto, onde há uma lupa presa para se ler a inscrição “Yes!”.

"Wish Tree" e a artista

"Bed-In Peace" (Yoko e John Lennon)

"Half a Room"

"Ceiling Painting (Yes Painting)"

Suas obras incluem performances, instalações, voice pieces, objetos conceptuais, entre outros. Ono participou do movimento Fluxus, nos anos 60, e também exibia obras desse grupo em seu loft. Colocou a questão do sexo como o centro de seu trabalho e explora suas origens étnicas e seu papel como mulher. Por meio do seu trabalho, reflete a marginalização da figura feminina, dando margem à participação e possibilidade de intervenção do público. Além de tudo, está diretamente ligada a mundo da música. Lançou (e ainda lança) diversos discos solo, discos com John Lennon, singles, e remixes.

Dá pra encontrar Yoko no myspace e ouvir suas músicas. Aliás, até no twitter a artista de 77 anos pode ser encontrada.

Capa do disco "Two Virgins" de Yoko Ono e John Lennon (sem censura)

Yoko e Gaga!

Yoko Ono "descolada"

Fonte: Wikipedia; Last.fm; GROSENICK, Uta. Mulheres Artistas nos Séculos XX e XXI. Colônia/Lisboa: Taschen, 2005.

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Performance

Segundo a autora, Regina Melim, sempre que ouvimos a palavra “performance”, nos remetemos de imediato à utilização do corpo como parte construtiva da obra. Também segundo a autora, o texto estudado, “Performance nas artes visuais”, quebra esse estereótipo, dando a essa palavra inúmeros significados, sendo que todos de certos pontos de vista estão corretos, a apresenta como aberta e sem limites.

A performance está contida na arte conceitual dos anos 70, interagindo com teatro, dança, música, poesia, escultura,  pintura, vídeos, instalações, desenhos, filmes, textos e fotografias. “(…) outras formas de desdobramento desses procedimentos, através de um número diverso de situações apresentadas em muitos discursos críticos, curatoriais, acadêmicos e artísticos” (p.8).

No século XX, os artistas levaram suas performances a serem um modo de romper com as categorias existentes na época, apontando novas direções. Desde as vanguardas, os artistas já esboçavam ações performáticas que desejavam por rupturas, como no futurismo, no construtivismo, no surrealismo e na Bauhaus. Entretanto, elas só seriam chamadas de performance no pós Segunda Guerra Mundial, com o happening, a Fluxus, demonstration, body art, entre outros, podendo ser obra de um só artista ou de um grupo.

O termo performance art, da qual esses movimentos foram chamados em conjunto, aproximava-se muito do teatro, sendo associado à representação e entretenimento, contudo não era isso que a performance representava realmente.

Entre os precursores desse movimento, estiveram Pollock, que realizava certo tipo de performance ao pintar suas obras, que representavam mais do que apenas uma pintura em si, mas todo a ação de pintá-la; e John Cage, que ministrava cursos de verão no Black Mountain College, onde muitos artistas posteriores teriam estudado.

Inspirados em seus aprendizados nesses cursos, diversos artistas integraram suas produções ao cotidiano, objetos e ações. Um exemplo foi Allan Kaprow, que se tornou um dos artistas mais influentes do final dos anos 50. Sua obra mais famosa é “18 Happenings em 6 partes”, criando um cenário destinado à representação de um espetáculo.

Também influenciados pelas aulas de John Cage, os artistas do grupo Fluxus são muito famosos por realizarem performances. Entre eles estiveram grandes nomes desse movimento como Yoko Ono, Dick Higgins etc. Suas apresentações aconteciam em Nova York, nos cafés A Gogo e Epítome, no loft de Yoko Ono ou na Gallery A/G de Maciunas.

Joseph Beuys, também participante do Fluxus, empreendeu uma viagem da Academia de Düsseldorf a Nova York, permanecendo cinco dias na galeria René Block. Durante esses dias, o artista conviveu apenas com um coiote com tentativas diárias de interagir com o animal.

"I like America and America likes me (1974)"

"I like America and America likes me (1974)"

 

Uma parte desse movimento, muito curiosa é o Acionismo Vienense. Este buscava liberar a energia reprimida, com atos de purificação e rendenção ao sofrimento. É muito conhecido por exibir automutilação, morte, e exposição do corpo humano de forma provocadora. Eles promoviam circuitos em espaços alternativos, com a cidade sendo o lugar principal da maioria das performances.

Valie Export, uma artista recheada de performances extravagantes, cria a cena em que ela passeia com Peter Weibel amarrado por uma coleira, de quatro, como um cachorro, pelas ruas de Viena. Autora do “Touch Cinema”, onde a própria artista caminha pelas ruas com uma caixa em seu tórax, com a fronte aberta, pedindo para que as pessoas que passassem na rua pegassem em seus seios. Também cria a obra “Genital Panic”, na qual permanece sentada em uma cadeira, com roupas e cabelo extravagantes, segurando uma metralhadora, lembrando o fato de que sua calça possuía um rasgo triangular em sua virilha, deixando sua vagina à mostra.

"Touch Cinema"

"Touch Cinema"

"Genital Panic"

"Genital Panic"

 

Outro artista extremamente curioso, é Vito Acconci, autor da obra “Following Piece”. Extremamente gozada, esta consistia em fotografias que mostravam o próprio autor perseguindo alguma pessoa escolhida na rua. Ele a seguia até que ela entrasse em algum lugar privado, como uma casa ou um carro. Caso a pessoa entrasse em restaurantes ou lojas, o artista continuava perseguindo a pessoa.

Marina Abramovic, já não mais uma acionista vienense, pelo contrário, “from Iugoslávia”, era também dona de um catálogo cheio de performances extremamente provocadoras. Entre elas, gritar até ficar totalmente rouca, dançar até cair de cansaço. Ou a performance Ritmo 0, onde permaneceu em uma galeria, por 6 horas em silêncio, ao lado de uma mesa com 72 objetos variados, para que os visitantes usassem como quisessem. Três horas depois, ela já estava com suas roupas totalmente arrancadas. Em 2002, a artista apresentou numa galeria a obra “The House with the ocean view”, na qual ela morou (literalmente) em uma plataforma lá construída, à vista do público.

"The house with the ocean view"

"The house with the ocean view"

Estes exemplos são grandes influências e o conceito de performance permanece até hoje. Podemos citar, nos dias atuais e no Brasil, a Bienal de Arte de São Paulo, onde diversos artistas preparam performances com/e instalações. A obra de Nuno Ramos, a qual traz três esculturas de oito metros de altura onde estariam pousados (ou voando) três urubus.  A obra foi considerada uma “performance artística de protesto”.

Obra de Nuno Ramos, na Bienal deste ano

Obra de Nuno Ramos, na Bienal deste ano

Algumas das performances são tão influentes, que chegam a ser apropriadas por outros artistas, sendo recriadas. Um exemplo é a obra “Marca Registrada”, da artista brasileira Letícia Parente. Logo abaixo, segue um vídeo da apropriação da Marca TM da obra, onde Letícia “borda” na sola do pé a frase “made in brazil”.

Fonte: MELIM, Regina. Performance nas artes visuais. RJ: Zahar, 2008.

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The Beatles

The Beatles” foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool nos anos 60. Sua formação mais conhecida e famosa tinha como integrantes John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal).

Os Beatles influenciaram sua geração e gerações posteriores pois eram pioneiros em tudo o que faziam. Sua música inovadora e o impacto cultural que causaram ajudaram a definir a década de 60. Possuíam uma enorme diversidade musical, agradando público, rádios, músicos e críticos. Foram a primeira banda a fazer vídeos musicais de suas canções. Utilizavam técnicas de gravação modernas que mais tarde influenciariam outros músicos.

O álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o primeiro do mundo a conter um encarte com fotos e letras de canções e é frequentemente citado como o melhor e mais influente álbum da história do rock e da música.

Sua influência era tão grande, que em novembro de 1963, os Beatles se apresentaram em Londres, na presença da Família Real, consequentemente, da Vossa Majestade Isabel II do Reino Unido.

Alguns lançamentos da banda foram imitados por diversos artistas. Um exemplo claro é a imitação da clássica capa do disco “Abbey Road”, na faixa branca em Liverpool, onde diversas pessoas tiram fotos semelhantes.

Os Beatles estão presentes em quase todas as “listas musicais” feitas por revistas e sites. Na lista dos 100 artistas mais vendidos na parada da Billboard, os Beatles estavam em primeiro. Também estavam incluídos na lista das 100 pessoas mais importantes do século XX da revista Time.

Uma pesquisa feita pela revista Rolling Stone entre um “seleto grupo de músicos consagrados”, apontou os Beatles como a banda ou artista mais influente de todos os tempos na música pop. Entre os 55 votantes estavam presentes Bruce Springsteen, Chrissie Hynde (Pretenders), Moby, Britney Spears e Slash, que colocaram os Beatles à frente de Bob Dylan e Elvis Presley, em seus respectivos 2º e 3º lugar.

“ A banda também começou a ser notada por críticos musicais sérios. Em 23 de dezembro de 1963, o crítico musical William Mann, do The Times, publicou uma resenha descrevendo algumas teorias musicais a respeito de canções como ‘Till There Was You’ e ‘I Want to Hold Your Hand’. A respeito do álbum With the Beatles, Mann, em 27 de dezembro de 1963, destacou a estrutura harmônica da canção ‘Not a Second Time’, como sendo ‘também típica nas canções de andamento mais rápido dos Beatles, e ficamos com a impressão que pensam simultaneamente em harmonia e melodia, tal a firmeza com que as sétimas e nonas maiores e sobredominantes estão incorporadas nas canções, tal a naturalidade da cadência eóliano no fim de Not a Second Time (a sequência que conclui a Das Lied von der Erde, de Gustav Mahler’. Contudo, os Beatles não tinham conhecimento profundo de teoria musical na época e a resenha de Mann tranformou-se em parte do mito da banda, principalmente pelo termo ‘cadências eólicas’ que Lennon, em 1980, comentou: ‘até hoje não sei o que elas são. Parecem aves exóticas.’ “ (Fama no Reino Unido. In: Beatles: A completa história dos Beatles. Disponível em: http://www.turmadamusica.com.br/v10/index.php/artigos/57-biografias/67-beatles.html)

Penny Lane” foi a música escolhida para compartilhar com os leitores. Foi escrita por Paul McCartney, lançada em fevereiro de 1967 no single “Strawberry Fields Forever”. A música fala sobre as coisas e as pessoas de uma rua que foi muito marcante na vida da banda, especificadamente de Paul McCartney. Segundo a Wikipedia, hoje, na Penny Lane fãs deixam mensagens ao extinto grupo. E uma curiosidade é que a prefeitura da cidade recoloca a placa com o nome da rua frequentemente, devido aos roubos dos fãs. Segundo um blog, hoje as placas foram abolidas e o nome da rua é escrito diretamente nas paredes dos prédios da rua. A música “In My Life”, escrita por John Lennon também se refere a essa rua.

A música está disponível pra ser escutada no player logo abaixo e a letra com tradução pode ser lida aqui.

 

Fonte: Last.fm, Wikipedia, Ederfz, Turma da Música, BLITZ, Portal MTV, Yahoo.

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